Arquivo mensais:dezembro 2013

300 bitcoins por seus arquivos de volta!

Acompanhando o Ride de Lightning da Sharon Nelson, vimos a notícia de um Ransonware que tem derrubado também Advogados (http://ridethelightning.senseient.com/2013/11/cryptolocker-ransomware-strikes-lawyers.html) O Cryptolocker.

Normalmente um e-mail falso de rastreamento da FedEX e UPS com um arquivo Zip em anexo. Ao clicar o usuário libera o código malicioso que tem a capacidade de encriptar os arquivos exigindo “resgate” para o processo reverso. Lógico que no Brasil a abordagem pode ser  outra…

Um advogado em Pheonix teria experimentando o problema, onde a máquina infectada teria até um wallpaper com um relógio. O prazo? Três dias para o pagamento. Alguns criminosos ainda exigem o pagamento em bitcoins. O motivo seria a dificuldade de rastrear o dinheiro virtual.

Soluções inovadoras? Nenhuma. Um bom anti-malware, um ótimo sistema de backup e um excelente bom senso. Como diria Sharon “And as always, don’t be click-happy!”

Para saber mais sobre o Cryptolocker clique aqui.

Um projeto interessante que pode eliminar as extensões duplas nos sistemas e dificultar a infecção é o Cryptoprevent http://www.foolishit.com/vb6-projects/cryptoprevent/

Mulheres condenadas por curtir e compartilhar postagem no Facebook

Se você curte ou compartilha um conteúdo você está mostrando concordância e ajudando a divulgar. Esta aberração foi o entendimento em um julgamento recente do TJ/SP publicado esta semana. http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/mulheres-sao-condenadas-a-pagar-r-20-mil-por-curtir-e-compartilhar-post/?cHash=1dcbae8e0f87ad5a9ab414f5e5cc45d0

Para ler o acórdão: TJSP – Indenização postar e compartilhar conteudo ofensivo (veterina?rio)

São os juizes interpretando a função de uma Curtida…

A carroça na frente dos bois

Quando dizemos, em termos de investigação de crimes de informáticos, que não devemos colocar a carroça na frente dos bois, tem-se um motivo. A jurisprudência vem fixando entendimento de que um provedor de serviços não pode ser responsabilizado diretamente, se a ele não foi determinada a remoção do conteúdo.

Infelizmente, muitos falsos especialistas que não conhecem sequer o basilar em tecnologia se aventuram no campo do Direito a Informática, influenciados pelo que seria um ramo promissor e acabam por falhar gravemente na representação do cliente.

Recentemente o STJ entendeu que o Google não terá que indenizar ofendido que foi direto à justiça, sem pedir remoção do conteúdo. De fato, em vez de pedir à Google que retirasse o material considerado ofensivo, o consumidor entrou na Justiça pleiteando a exclusão da comunidade do Orkut, além de indenização por danos materiais e morais.

É preciso dar a oportunidade do provedor de conhecer (embora tecnicamente conheça) o conteúdo ofensivo e de remover o conteúdo, sendo que a partir da negativa ou inércia, nasce o possível direito reparatório por danos morais e materiais pelo crime cibernético.

Destaca-se que a decisão foi favorável ao Requerente no Juiz singular e no Tribunal de Justiça, tendo o STJ reformado a decisão. Percebe-se, um processo da era Orkut, certamente proposto há mais de 3 anos, com um resultado destes. Reforçamos o entendimento de que Advocacia na era tecnologia, exige absoluta especialização.

Veja a o acórdão em http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=112564