1

2011: Usuário terá que provar que não faz downloads ilegais

Um dia após o Natal, mais uma vez, o Governo Francês aprimora seu intento absolutista em controlar a Internet e destruir a privacidade de seus usuários. Publicada no “DOMINGO”, pasmem, no dia 26 de dezembro de 2010, um decreto que cria os chamados selos “Hadopi” (Haute Autorité pour la diffusion des œuvres et la protection des droits sur Internet)

Pelo decreto, usuários terão de contratar softwares de segurança de conexões de Internet que valerão como um “aval de boa fé”, caso o usuário seja surpreendido em um sniffing ou traffic shapping governamental que aponte eventual transmissão de conteúdo protegido por direitos autorais.

Embora as pessoas não sejam obrigadas a instalação dos softwares, tais softwares são necessários àqueles que já foram notificados pela lei para que possam constituir prova em seu favor, eis que continuam monitorados. Mais de cem mil pessoas já foram notificadas pela Hadopi.

Alguns pontos a considerar são, aqueles que pensaram que a Lei Hadopi estava morta estão muito enganados, ela vem sendo ministrada em doses homeopáticas na França, achincalhando com a consciência coletiva dos franceses, na mesma proporção em que trucida os direitos fundamentais dos cidadãos. Mais, já tivemos Deputados Brasileiros que espelharam projetos de Lei Brasileiros em tal absurda legislação francesa, sem a menor aceitação social, o que demonstra seu impacto no Brasil, como no mundo. Se a Lei Francesa for adotada como modelo mundial, diretos fundamentais correm sérios e possivelmente irreversíveis riscos. Sob o prisma processual, o Decreto inverte o ônus da prova, atribuindo ao usuário o dever de provar que “anda virtualmente na linha”.

Seja como for, estamos mais uma vez diante de uma aberração legislativa que deve ser combatida com veemência, a medida em que dilapida a privacidade de usuários, dá poderes judicantes a provedores de acesso e agora, ainda impõe ao cidadão um ônus digital que em nada lhe favorece, mas certamente favorece empresas de softwares e outras cartas marcadas, que irão faturar com a venda de softwares “avalistas”.

Precisamos nos posicionar contra o uso do poder de legislar francês, absolutamente descompassado da realidade da atual sociedade da informação, principalmente, para que nenhum de nossos representantes sinta conforto em tais precedentes, como arrimo necessário para tentar censurar o nosso sagrado direito digital. Vigiemos!




Workaholics: Os prazeres não dão felicidade.

Tenho ficado espantado com a avidez do mundo executivo. Recentemente, em um restaurante observei um casal aonde os dois, quase à meia noite, chegavam para jantar e logo colocaram seus smartphones sob a mesa em suportes adaptados. A cada garfada do jantar coletavam o equipamento para responder e-mails ou mensagens que chegavam.

Uma dinâmica absolutamente desprazerosa! Não para eles…

Isto não é novidade hodiernamente. A cada dia verificamos o surgimento de novos workaholics, pessoas aficionadas por trabalho ou que não conseguem separar os momentos pessoais dos profissionais: madrugadas, fins de semana, feriados, viagens com família, tudo é local de trabalho. Conheço pessoas que choram ou entram em depressão quando não conseguem comparecer a um congresso ou conferência ou quando, por questão de agenda, não podem ir a um happy hour corporativo. Para eles, descrentes de Deus, isto é motivo de depressão ou o fim da linha, eis que pensam que perderam clientes e oportunidades.

A tecnologia da informação contribuiu para este estágio onde pessoas dirigem e falam ao celular, ou twittam no almoço, respondem e-mails no café ou acessam suas vpns do banheiro, até mesmo nos momentos íntimos, sempre há tempo para uma atividade profissional conectada.

O Twitter nos mostra exatamente esta realidade dos executivos. Muitas pessoas são tomadas pela necessidade de “aparecer” ou promover networking a todo tempo. Resultado: pessoas a todo o tempo postando informações, como se isto as fossem torná-las mais importantes, relevantes… Para estas, o importante é o número de seguidores, e as oportunidades profissionais decorrentes.

O fato é que as buscas por prazeres e riquezas conduzem a cada dia milhares de pessoas a um estilo de vida escravo, que paulatinamente as lanças cada vez mais longe de Deus, e o pior, como estão entorpecidos pelas regras deste mundo, são incapazes de compreender o quão maléfica é esta vida afoita pelos negócios, bem como de repensarem a forma em que estão vivendo a vida corporativa.

Esquecem-se que Deus provê ao bom homem tudo que ele precisa para ser bem-sucedido nos negócios, sem a necessidade de esforços desproporcionais com desgastes emocionais, físicos, familiares, dentre outros.

Não estou dizendo que não devemos produzir. Pelo contrário, precisamos trabalhar. Mas a palavra nos mostra que a riquezas e prazeres não dão felicidade, e a vaidade é maléfica ao homem. Logo, o homem diligente produz, mas não se sacrifica, pois tem a exata noção de que o Pai lhe provê pela graça o seu sucesso, e que nada é mais importante do que acumular tesouros no céu.

Em Eclesiastes, Salomão esclarece que o fim da ganância é o vazio. Salomão foi uma pessoa que edificou riquezas magistrais, segundo ele, “E tudo quanto desejaram os meus olhos não lho neguei” (EC 2:10). No entanto, com toda a riqueza, percebeu o sábio que tudo era “vaidade e aflição de espírito”, e que nada realmente valia a pena. Foi quando Salomão percebeu que sabedoria era mais importante que estultícia.

De fato, esta dinâmica da geração Y é preocupante e nada mais gerará do que fadiga do coração, eis que não são capazes de confiar a Deus seus fardos. O resultado é claro “Porque todos os seus dias são dores, e sua ocupação é desgosto; até de noite não descansa o seu coração: também isto é vaidade” (EC 2:23).

A palavra é brilhante ao prever que devemos confiar em Deus, e que o executivo cristão não deixa a ânsia do mundo ditar sua vida, jamais permitindo que a vaidade conduza sua atuação. Esvazia-se de sua soberba, e permite que DEUS aja em sua a vida!

O fardo fica leve, e o progresso é certo! Amém!

Tenha em mente as palavras de Salomão “Porque ao homem que é bom diante dele, dá Deus sabedoria e conhecimento e alegria; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte, e amontoe, e o dê ao bom perante sua face. Também isto é vaidade e aflição de espírito” (EC 2:26).

A palavra diz que todos somos pó e todos ao pó retornaremos. Não somos mais do que ninguém, e por mais que possamos parecer estar por cima, tudo passará se não for edificado no trabalho de Deus. Crer em Deus e principalmente, confiar na graça nos permite que encaremos o mundo corporativo de um modo puro, limpo e de modo menos desgastante.

Deus quer que tenhamos prazer em nosso trabalho, mas em sua infinita bondade espera que confiemos nele a tarefa de vencermos na vida. Não coloque sua ansiedade na vida, mas espere em Deus, não permitindo que a aflição lhe cause um mal maior.

“Há tempo de nascer, e tempo de morrer: tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou” (EC3:3).

Tudo tem seu tempo, e o tempo dos que amam a Deus chegará e a vitória será para sempre!

Que a graça e a paz do Senhor Jesus seja com todos.




A crise das Auditorias?

Debatemos hoje acerca dos riscos e fraudes corporativas em São Paulo e da importancia da investigação e forense digital no âmbito da gestão do risco, para apuração de autoria e reparação dos danos.

Foi possivel verificar os relatórios sobre fraudes das empresas e principamente presenciar hoje a difiuldade em que os processos de auditoria estão tendo com o advento da tecnologia da informação e técnicas de uso da Ti para geração de gráficos e mascaramentos contábeis. A exemplo, foi demonstrado um trojan em ABAP para SAP que altera dados bancários de intregação bancária, direcionando para a conta do cracker e o pior, alterando os logs e imputando a autoria da transação a qualquer pessoa na Empresa. (Empresa Xtet).

Hoje fala-se não só em auditoria contábil, mas forense, e neste âmbito, forense digital. Não se pode mais acreditar em saídas, mas identificar os insumos de entrada de dados e principalmente, como sistemas informáticos estão processando estas informações (Abordagem dentro do computador, dissecando códigos fonte e analisando logs)

Muito foi debatido sobre o caso Panamericano, onde duas grandes auditorias não foram capazes de identificar as fraudes nos balanços, que não foram fraudes salames, mas fraudes de milhões. Logicamente que as auditorias serão investigadas (Conselhos e Contabilidade) e principalmente tiveram sua imagem abalada no mercado.

A pergunta que não cala é: Como as auditorias deixaram passar isso?

Não bastasse o caso Panamericano, mais uma vez o escandalo das fraudes ecoa com o recente caso Carrefour, noticiado amplamente na mídia, um rombo de 1,2 bilhões de reais. Mais uma vez aqui, uma gigante auditoria não foi capaz de encontrar o prejuízo, que fora encontrado, supostamente, por uma concorrente.

A questão aparentemente demonstraria uma crise das auditorias influenciadas pela mudança do perfil da fraude e pela crescente tecnologia da informação? A geração Y tem a ver com estas vulnerabilidades? Segundo Ernesto Camelo, em artigo sobre o caso Carrefour “Para que servem os balanços e as empresas de auditoria?” (http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/auditoria-nao-deteta-rombo-biionario-no-carrefour). O que está efetivamente ocorrendo? Erros, condução à erros, negligência ou conivência?

Ainda, sob o prisma da ética, seria lícito uma auditoria apontar as falhas da outra e divulgar tais dados à mídia? Poder-se-ia falar em concorrência desleal considerando informações não comprovadas divulgadas, considerando os danos desta divulgação pública. Será mesmo que uma auditoria identificou o erro da outra? Segundo o Senador Mercadante, em seu site “Quem detectou fraude no balanço contábil do Banco Panamericano foi o Banco Central. Como as duas empresas de auditoria, uma externa e outra interna não detectaram as fraudes antes da abertura do capital do banco? É isso que queremos saber”.

Quanto à responsabilidade jurídica das auditorias, que me fora questionado, não há dúvida que estamos diante de uma relação civil de prestação de serviços, e a despeito de não conhecer os contratos entre empresas, é evidente que a conduta negligente, imprudente ou imperita da empresa prestadora de serviços gera o dever de indenizar, nos termos do Código Civil Brasileiro, sem prejuízo da resolução motivada do contrato, aliás, como ocorreu com o Panamericano, onde a empresa sustou o pagamento e depositou em juízo, provavelmente porque pretende discutir a questão com sua auditoria na Justiça.

A questão é: Em quem confiar? Será que precisaremos da auditoria da auditoria? Será que o Brasil comtempla fraudes realmente difícies de serem identificadas?

O que está acontecendo? Quero ouvir os leitores