José Milagre - Perito em Informática, marketing e proteção de dados. Especialista em crimes cibernéticos. Palestrante. Palestras e conscientização Combate a Crimes Digitais - Atendimento em todo o Brasil

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Tragédia em Brumadinho. Cuidados para não ser vítima de um golpe na Internet

Tragédia em Brumadinho. Cuidados para não ser vítima de um golpe na Internet

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Artigo – Tragédia em Brumadinho cuidados com a segurança – José Milagre – V1

O oportunismo não é conhecedor de limites. Infelizmente existem mais pessoas vitimadas pela tragédia de Brumadinho. Não apenas as vitimas locais, mas também pessoas que sensibilizadas pelos apelos e que com nítida vontade de ajudar, ofereceram doações em dinheiro.

O problema é que o fazem às pessoas erradas. Inúmeras contas falsas em nome de entidades e governo estão sendo criadas e divulgadas via redes sociais e Whatsapp. Igualmente, vaquinhas vêm sendo criadas e seus links compartilhados. Crackers e fraudadores aproveitam o momento para lesar pessoas interessadas em apoiar de alguma forma.

A desatenção para detalhes destes links e serviços gera inúmeras vítimas. Aspectos visuais como erros de escrita, e-mails não oficiais e outros detalhes já seriam suficientes para se detectar a tentativa de estelionato.

Não bastasse, o próprio Governo de Minas Gerais informa de que os donativos arrecadados já são suficientes e que não existem contas abertas para arrecadação de valores. Bastaria uma pesquisa no Google e a checagem de sites oficiais.

Além disso, criminosos tem usado a curiosidade de pessoas para encaminhar pishing scam, onde a abertura do arquivo no computador ou dispositivo móvel, supostamente para se ver vídeos ou fotos da tragédia instala um malware, comumente para capturar dados bancários e senhas.

Para evitar que mais pessoas sejam vitimas de golpes, bem como orientar diante de problemas com fraudadores, seguem algumas recomendações

  1. Jamais clique em conteúdos, fotos, e vídeos encaminhados via comunicador WhatsApp e internet relacionado à tragédia, a menos que conheça a fonte e procedência.
  2. Avalie dados do remetente da mensagem, e-mail de origem, número identificador, etc.
  3. Pesquise no buscador se a “entidade”, “pessoa” ou ong de arrecadação realmente existe o está engajada na causa.
  4. Em casos de vaquinhas, cheque quem é o criador, verifique se existe os dados que o identificam, pesquise seu nome em redes sociais e veja se realmente envolvido com ongs ou serviços de apoio. Desconfie de vaquinhas com muito tempo de duração.
  5. Em caso de postagens suspeitas e em sites de vaquinha ou crowdfounding, utilize a opção denunciar presente nos aplicativos e redes sociais.
  6. Desconfie de e-mails e mensagens que simulam a identidade de ongs e órgãos oficiais. Estas entidades não enviam e-mails ou mensagens. Avalie o cabeçalho do e-mail, e-mail utilizado e principalmente, cheque no site do órgão se realmente existe tal campanha.
  7. Não forneça, jamais, dados pessoais como nome e CPF muito menos o numero telefônico, em grupos de discussão nas redes sociais criado a formar “voluntários” para a tragédia.
  8. Caso tenha sido vitima, certifique-se de registrar o link (url) da mensagem, ID da vaquinha o mesmo numero telefônico, bem como todas as tratativas, comprovantes de depósito e conta bancária utilizada.
  9. Procure ajuda especializada para quebra de sigilo dos usuários dos serviços de vaquinha ou redes sociais que criaram a fraude. Nos termos do Marco Civil da Internet, os sites devem fornecer os registros de IP dos criminosos que usaram sua plataforma, que são guardados por 6 (seis) meses
  10. Conscientize. Converse com amigos, no trabalho e com familiares, a respeito dos golpes desta natureza e colabore para uma maior maturidade em termos de segurança digital.

Bom senso é a melhor técnica de segurança para lidar com golpistas e crackers que usam um momento de comoção para lucrar de forma criminosa.

José Antonio Milagre, é perito e crimes cibernéticos do Instituto de Pericias Digitais (Legaltech IPDIG), advogado, Mestre e Doutorando em Ciência da Informação pela UNESP, pesquisador do Núcleo de Estudos em Web Semântica e Dados Abertos – Newsda-br da USP, Presidente da Comissão de Direito Digital da OAB/SP Regional da Lapa. www.youtube.com/josemilagre

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