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Workaholics: Os prazeres não dão felicidade.

Tenho ficado espantado com a avidez do mundo executivo. Recentemente, em um restaurante observei um casal aonde os dois, quase à meia noite, chegavam para jantar e logo colocaram seus smartphones sob a mesa em suportes adaptados. A cada garfada do jantar coletavam o equipamento para responder e-mails ou mensagens que chegavam.

Uma dinâmica absolutamente desprazerosa! Não para eles…

Isto não é novidade hodiernamente. A cada dia verificamos o surgimento de novos workaholics, pessoas aficionadas por trabalho ou que não conseguem separar os momentos pessoais dos profissionais: madrugadas, fins de semana, feriados, viagens com família, tudo é local de trabalho. Conheço pessoas que choram ou entram em depressão quando não conseguem comparecer a um congresso ou conferência ou quando, por questão de agenda, não podem ir a um happy hour corporativo. Para eles, descrentes de Deus, isto é motivo de depressão ou o fim da linha, eis que pensam que perderam clientes e oportunidades.

A tecnologia da informação contribuiu para este estágio onde pessoas dirigem e falam ao celular, ou twittam no almoço, respondem e-mails no café ou acessam suas vpns do banheiro, até mesmo nos momentos íntimos, sempre há tempo para uma atividade profissional conectada.

O Twitter nos mostra exatamente esta realidade dos executivos. Muitas pessoas são tomadas pela necessidade de “aparecer” ou promover networking a todo tempo. Resultado: pessoas a todo o tempo postando informações, como se isto as fossem torná-las mais importantes, relevantes… Para estas, o importante é o número de seguidores, e as oportunidades profissionais decorrentes.

O fato é que as buscas por prazeres e riquezas conduzem a cada dia milhares de pessoas a um estilo de vida escravo, que paulatinamente as lanças cada vez mais longe de Deus, e o pior, como estão entorpecidos pelas regras deste mundo, são incapazes de compreender o quão maléfica é esta vida afoita pelos negócios, bem como de repensarem a forma em que estão vivendo a vida corporativa.

Esquecem-se que Deus provê ao bom homem tudo que ele precisa para ser bem-sucedido nos negócios, sem a necessidade de esforços desproporcionais com desgastes emocionais, físicos, familiares, dentre outros.

Não estou dizendo que não devemos produzir. Pelo contrário, precisamos trabalhar. Mas a palavra nos mostra que a riquezas e prazeres não dão felicidade, e a vaidade é maléfica ao homem. Logo, o homem diligente produz, mas não se sacrifica, pois tem a exata noção de que o Pai lhe provê pela graça o seu sucesso, e que nada é mais importante do que acumular tesouros no céu.

Em Eclesiastes, Salomão esclarece que o fim da ganância é o vazio. Salomão foi uma pessoa que edificou riquezas magistrais, segundo ele, “E tudo quanto desejaram os meus olhos não lho neguei” (EC 2:10). No entanto, com toda a riqueza, percebeu o sábio que tudo era “vaidade e aflição de espírito”, e que nada realmente valia a pena. Foi quando Salomão percebeu que sabedoria era mais importante que estultícia.

De fato, esta dinâmica da geração Y é preocupante e nada mais gerará do que fadiga do coração, eis que não são capazes de confiar a Deus seus fardos. O resultado é claro “Porque todos os seus dias são dores, e sua ocupação é desgosto; até de noite não descansa o seu coração: também isto é vaidade” (EC 2:23).

A palavra é brilhante ao prever que devemos confiar em Deus, e que o executivo cristão não deixa a ânsia do mundo ditar sua vida, jamais permitindo que a vaidade conduza sua atuação. Esvazia-se de sua soberba, e permite que DEUS aja em sua a vida!

O fardo fica leve, e o progresso é certo! Amém!

Tenha em mente as palavras de Salomão “Porque ao homem que é bom diante dele, dá Deus sabedoria e conhecimento e alegria; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte, e amontoe, e o dê ao bom perante sua face. Também isto é vaidade e aflição de espírito” (EC 2:26).

A palavra diz que todos somos pó e todos ao pó retornaremos. Não somos mais do que ninguém, e por mais que possamos parecer estar por cima, tudo passará se não for edificado no trabalho de Deus. Crer em Deus e principalmente, confiar na graça nos permite que encaremos o mundo corporativo de um modo puro, limpo e de modo menos desgastante.

Deus quer que tenhamos prazer em nosso trabalho, mas em sua infinita bondade espera que confiemos nele a tarefa de vencermos na vida. Não coloque sua ansiedade na vida, mas espere em Deus, não permitindo que a aflição lhe cause um mal maior.

“Há tempo de nascer, e tempo de morrer: tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou” (EC3:3).

Tudo tem seu tempo, e o tempo dos que amam a Deus chegará e a vitória será para sempre!

Que a graça e a paz do Senhor Jesus seja com todos.